sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Acabando com o estigma do K310IA

Boa noite, amigos! Após já ter falado sobre a Scania nas ultimas 3 postagens, falaremos dela mais uma vez, mas agora, para desestigmatizar o K310IA, presente no MOVE, o BRT de Belo Horizonte. Novidade no blog: a partir desta postagem, os pontos em negrito que não estiverem em itálico são links com conteúdos externos ou outras postagens do blog.
No texto "O irmão do Doppio Mais famoso de BH", publicado no dia 19/12/2014, deixei claro que aquela não era minha opinião final sobre o K310IA:

"Fiquei com raiva do K310IA, até eu andar nos também Doppios K310IA 10732 e 10735, da Milênio, mas essas histórias ficam pra outras ocasiões." (Breno, Eric. 2014)
Pois bem, esta outra ocasião chegou. A experiência no carro 10717 da São Dimas foi traumática o suficiente para que eu passasse a detestar o K310 Urbano (no rodoviário foi mil maravilhas a viagem). Até 17/05/2014. Naquele dia entrou em operação comercial o segundo corredor do BRT MOVE, Antônio Carlos. (Só para situar os não-moradores de BH, o primeiro corredor, Cristiano Machado entrou em operação comercial em 08/03 (eu estive na estreia e postei aqui a primeira viagem que fiz), e o corredor Pedro I entrou em operação parcial em Junho, junto com o Vilarinho). Na ida para a Estação Pampulha, apareceu o carro 10732 da Milênio, um Doppio K310IA, na linha 50 (Estação Pampulha x Centro - Direta). Embarquei nele com um amigo e fomos para a Pampulha.

Carro 10732 em operação  na 50. Foto: Moises Ogawa/Onibus Brasil
 A diferença dele para o 10717 foi percebida já na entrada: o Ar Condicionado dele estava regulado corretamente, como deveria ser. Após o embarque, o carro fez um city tour pelo Centro, graças ao itinerário mal planejado a época pra linha (Hoje esse itinerário foi corrigido). 30 minutos após o embarque, entramos no corredor Antônio Carlos. O motorista conduziu bem o carro, e ele não patinou em lugar nenhum, pegou subidas mais íngremes que o 10717 na Cristiano Machado e em nenhum momento tive a sensação de que iria chegar a Estação Pampulha sem audição. Eu comecei a desestigmatizar o K310 depois daquela viagem pela 50, por que ele se mostrou bom carro. Mas não foi suficiente para tirar o estigma do K310. Em Outubro, eu e um amigo tiramos o dia pra andar nos movinhos (eu nunca tinha andado), porém pelo que havia sido acordado, iríamos pra Estação Venda Nova - de movinho, é claro - e lá pegariamos o 61 (Estação Venda Nova x Centro - Direta), que é composta de Doppio K310IA e... é isso mesmo, só Doppio K310. Então tentei esquecer do estigma e fui. Chegando lá o 10735 (advinha? Doppio K310IA) já estava parado. Entramos nele e ocupamos os assentos no fim do carro.

Carro em que eu e  meu amigo fomos pro Centro. Foto: Gabriel Oliveira/Onibus Brasil
 Não demorou muito e ele saiu, já na pressão, correndo bastante. Ao atracar nas ETs ele chegava e atracava direto, sem lerdeza nenhuma, e assim ele foi embora, correu muito, e na Santa Rosa ele deixou pra trás um Millenium BRT O500MA e logo acima, antes do viaduto com o Anel largou pra trás um Mega BRT B340M. Ou seja, tava arrebentando com tudo, depois dessa foi impossível acabar com o estigma do K310. Após muito correr, chegamos ao Centro, e aí sim foi possível retirar o estigma do K310, já que finalmente tive uma boa experiência com ele.
Muito obrigado a todos pela leitura, abraços e até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário